MEMENTO MORI
Memento mori é uma expressão latina que significa algo como "lembra-te homem que morrerás um dia" ou "lembra-te de que vais morrer".
Wikipédia – agosto 2008.
Lembre-se de que não vais morrer.
Lembre-se de que não, não vais morrer. Por mais que se acabe o corpo, a mente, o todo, o mundo, não vais morrer.
Fica, fica tua e minha e de todos os que já viveram e que ainda viverão. Fica. Fica tudo de todos até que chegue o todo. O Total de todo mundo e ficamos nós! Todos nos nós, nossos nós que fabricamos desde o encontro, o primeiro encontro. De molécula.
Lembre-se de que não morrerás!
A famigerada frase dita pelo escravo ao filósofo hoje não faz sentido. Estamos em evolutivo processo de eternização. Nos tornando amatéria.
Desde o início da humanidade existiu a tentativa de superação da morte. De mágicos, alquímicos e médicos à sublimação religiosa e a certeza da permanência como energia que não pára de circula e muda de habitação.
Não me importo em ser molécula, nem um aglomerado dela. Mas percebo e prefiro os registros que tem me desmanchado enquanto personalidade e unidade. Agora cada um pode continuar sendo nesse mundo tátil.
A fotografia começou assim. O registro visto é tão similar ao que percebemos com os olhos que nos eterniza naquele momento de maneira definitiva (as técnicas de conservação são cada vez mais impressionantes) e verdadeira.
Tanto quanto o livro, que coloca o pensamento sem possibilidade de manutenção e sim de versão. O registrado é definitivo e a mudança de cada idéia deve ter seu registro também.
Mas os dias de hoje tem colocado a grande poção da juventude a cada um que queira ser pra sempre: o vídeo na Internet.
O não lugar da Internet superou o teletransporte. Brincamos de ser Deus (divindade máxima que muda de nome em todo lugar!) na onipresença e na atemporalidade.
O quando deixa de fazer sentido assim que o novo e o velho perdem o seu lugar de importância. Os sentidos são movidos para onde indicamos e se perde dentro de um aespaço que pode ser capturado dentro de máquinas.
Ficamos nós aqui no momento com o tato como o único sentido que ainda nos deixa lembrar que existimos e não estamos sós.
Lembrar não faz sentido.
Saiba que vais morrer. Lembre-se que não vais morrer.
Keyna,
Agosto 2008 – depois de ver...
sábado, 23 de agosto de 2008
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2 comentários:
Madrecita,
agora entendi porque a PatB caiu de amores pelo seu textículo... bem parece escrito por ela!
um luxo!
vamos brincar de boneca no glaucio gill?
beijocas,
filhota
ps: aqui vai o textículo escrito pela paola barreto
http://paoleb.blogspot.com/search/label/patB
Lovely, te citei me citando na citação de que a vida que morre é viva...
Vá: nucleopatriciabarbara.blogspot.com
Love,
P.
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