
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
Bate e volta

quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Festival do Rio

Festival do Rio - meu time
Suzana! Adorei ver você aqui nesse Festival, amiga pra toda hora, até na hora em que não posso estar!
Meus pintinhos venham cá!
Festival do Rio - Café com Curtas!

Esse dia é muito legal, de manhã, no Parque Lage, o café com os cineastas que mais ousam, experimentam e estão livres para criar - os CURTAMETRAGISTAS!
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Festival do Rio


Festival do Rio
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Crônicas...
Gary Hill - Taking time from place
Um mergulho no vácuo.
Gary Hill é um artista plástico mundialmente conhecido que tem sua segunda grande exposição no Brasil. Norte americano de Los Angeles, cresceu com o sol, as praias, suas ondas e as calçadas para deslizar seu skate e escolheu o ambiente roqueiro grunge de Seattle para viver. Apaixonado por musica e poesia a biografia desse artista me levou a uma expectativa de exposição que se concretizou completamente diferente.
O exercício proposto nessa exposição é de constante movimento. A contemplação em si já faz mover. Mesmo de fora do espaço expositivo a obra de arte toma, toca e incomoda. O incômodo é claro e instantâneo, impede de ficar mais que o seu limite, é o exercício do encontro do próprio. Pessoas passam mal, ficam irritadas, excitadas, felizes. Mas saímos do prumo. A exposição nos arranca do nosso próprio lugar, o lugar do conforto, a estabilidade. É uma crise interna que temos que lidar e fugir.
Numa época de crise, nada melhor que esse experimento. O prazer da exposição “Taking time form place” não está no gosto comum, no simples prazer da observação da obra de arte. O passeio frugal, descompromissado e distante é impossível. Entrar nessa exposição é ter obrigada a memória do amanhã e do desconhecido. O incômodo, o limite colocado não é psicológico, não vem de memória de outras vidas ou traumas de infância, o incômodo está na superfície, como a pedra jogada na beira do rio que muda a maré por alguns instantes.
Oco de pau que diz:
Eu sou madeira, beira
Boa, dá vau, triztriz
Risca certeira
Meio a meio o rio ri
Silencioso, sério
Nosso pai não diz, diz:
Risca terceira
Água da palavra
Água calada, pura
Água da palavra
Água de rosa dura
Proa da palavra
Duro silêncio, nosso pai
Margem da palavra
Entre as escuras duas
Margens da palavra
Clareira, luz madura
Rosa da palavra
Puro silêncio, nosso pai
Meio a meio o rio ri
Por entre as árvores da vida
O rio riu, ri
Por sob a risca da canoa
O rio riu, ri
O que ninguém jamais olvida
Ouvi, ouvi, ouvi
A voz das águas
Asa da palavra
Asa parada agora
Casa da palavra
Onde o silêncio mora
Brasa da palavra
A hora clara, nosso pai
Hora da palavra
Quando não se diz nada
Fora da palavra
Quando mais dentro aflora
Tora da palavra
Rio, pau enorme, nosso pai
A Terceira Margem do Rio
Composição: Caetano Veloso/Milton Nascimento
Poesia sim, musica sim, mas expressa e impressa na experiência.
Passear pela exposição é necessário. Em Wall Piece o show audiovisual é estroboscópico, impõe um ritmo fora do normal e o registro tanto auditivo quanto visual é dês-controlado. Mantendo-se no espaço as palavras tentam se unir e formar um texto, ou algo que se forme em conjunto - poema e poesia.
Ao lado Accordions [The Belsunce Recordings], o diário de uma viajem. Mais parece uma história contada, uma experiência, a impressão pessoal de alguém que foi para lá. Como a memória de acontecimentos na visita de um lugar. O registro de tudo se move, as fotos de movem e os sons passeam de parede em parede, ficar parada não é uma opção. Com o corpo trabalhado sobe-se a escada para trabalhar mais olho e ouvido, Language Willing parece uma caixinha de musica, um som suave, que vem tomando forma devagar, muito parecido com o som da descoberta da linguagem dos bebês, quando a boca projeta som ao prazer, pelo simples fato de poder fazê-los; as mão que “tocam” e comandam os discos.
Em Viewer o descanso, a impressão de descanso áudio visual... o trabalho nas outras obras foi tanto que a sensibilidade nos leva a nos impressionarmos com todos aqueles homens expostos, os olhos se encontram com os nossos e o mal estar em estarmos sendo observados é mutuo. Alguém me seguiu com os olhos, o que será que ele quer me dizer?
Na última sala, já como obra de arte (observada, sacudida, bagunçada, refletida), o mergulho final: Up Against Down. Dentro do corpo do artista, não, dentro do corpo da obra de arte. A observação é de força contra o nada, a sensação de força contra o espectador, calafrios, enjôo, mergulho em apnéia para o vazio.
Ao sair, aí sim, O Prazer. O prazer dessa exposição está fora dela, na necessidade de ter passado por esse esforço para senti-lo (a), está no alivio da força, na submersão dos sentidos.
quarta-feira, 3 de junho de 2009
Da série passado bom!
Premiere_ Centre Georges Pompidou, Paris, 29th, 30th and 31st October 2003.
Conception, choreography and interpretation João Fiadeiro
Lights design and Video Daniel Demont
Set design Walter Lauterer
Music Helena Almeida (extracts of "Vê-me..." (Look at me...), 1979)
Sound design noid aka Arnold Haberl
Dramaturgy João Fiadeiro and Marie Mignot
Rehearsal assistants João Galante and Ana Borralho
Production RE.AL
Coproduction Centre National de la Danse, Centre Georges Pompidou/Les Spectacles Vivants, Fundação Calouste Gulbenkian / Délégation en France,
Centro Cultural de Belém / Centro de Exposições, RE.AL
RE.AL, structure financed by DGArtes (General Direction of the Arts)/ MC (Portuguese Ministry of Culture)
With the support of the Centre Chorégraphique National de Montpellier Languedoc-Roussillon and the Centro Coreográfico de Montemor-o-Novo / Espaço do Tempo,
Lusitânia Companhia, Lisantigo
Duration 60 minutes
Classification all age
Target audience general
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JOÃO FIADEIRO
Paris, 1965.
Lives and works in Lisbon.
His early dance training occurred between 1983 and 1988, which was in the techniques of classical dance and modern dance, which he developed at the Ballet Gulbenkian (Lisbon) and at the Peridance Center (New York). In 1988, through a scholarship from the Jacob's Pillow Festival, in Massachussets, USA, he made contact with the American postmodern movement, which radically changed his references and practices. He then focused on the improvisation and composition techniques born with that movement, which he examined thoroughly in numerous workshops both in Berlin and Lisbon. Between 1986 and 1989, Fiadeiro worked as a dancer with the Companhia de Dança de Lisboa (Lisbon Dance Company) and the Ballet Gulbenkian, where he started his choreographic work.
In 1990, he created the RE.AL Company, an organisation that has been working in the area of the creation and circulation of contemporary dance performances, organisation of laboratorial-like events and the development of initiatives related to artistic research.
In 1995, he began the systematisation of the Real Time Composition method, which supports, sustains and determines his entire activity as an artist, teacher and researcher. In the year 2000, in the midst of RE.AL, he promoted the constitution of a group of performers, theorists and artistic collaborators who have decisively contributed to the method's outline and range, in addition to applying the method in the making of their own projects. By their influence and contribution, the following people are readily acknowledged: the performers -- creators Cláudia Dias, Márçia Lança, Helga Guszner and Tiago Guedes, the plastic artists Gustavo Sumpta and Walter Lauterer, the composer Arnold Haberl, the researcher Paula Caspão, the dramatist Joris Lacoste, the journalist Rui Catalão and the collaborators David- Alexandre Guéniot and Marie Mignot. This work has been developed at the Atelier RE.AL, head-office of the Company, or, at the invitation of international entities, through research ateliers, workshops dedicated to the application of the method and creation projects. Of these, Fiadeiro highlights "Plano para identificar o centro" (1989), "Retrato da Memória enquanto peso Morto" (1990), "Branco Sujo" (1993), "Self(ish)-Portrait" (1995), "O desejo ardente deve ser acompanhado por uma vontade firme" (1995), "I am sitting in a room different from the one you are in now" (1997), "O que eu sou não fui sozinho" (2000), "Existência" (2002) and "I Am Here"(2003), which were performed all over Europe, the United States of America, Canada and Brazil. He also acknowledges the plays "Waiting for Godot" by Samuel Beckett, in the year 2000, "4:48Psychosis" by Sarah Kane, in 2001 and "Night Songs" by Jon Fosse in 2004. João Fiadeiro staged these plays at the invitation of the theatre company Artistas Unidos.
Throughout the course of his work, he has established a close collaboration with various artists and contemporary thinkers, namely Jorge Silva Melo, Marta Wengorovius, Pedro Costa, Vítor Rua, Nuno Rebelo, Miguel Azguime, André Lepecki and Mark Tompkins, who have had great influence on his work.















